terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Poema: Profecia.

A decepção corrompeu a minha mente
E inundou meus olhos das mais incrédulas ações,
Mostrando-me a pior de todas as melodias: existir,
Ser, continuar, permanecer e esquecer,
Não refletir, não sentir ou parar,
Pois nem um segundo de glória tais atos merecem;
Assim encontro-me vagando em busca de uma resposta:
O verdadeiro sentido dessa existência bruta, horrorizada
E inconsciente,
Visando sempre apenas uma alternativa – não ser,
Não viver,
Nunca mais,
Invadindo a loucura de deixar para trás tudo aquilo que passou,
E desistindo de enfrentar tudo aquilo que marcará,
Ou fará sofrer,
Jamais deixando mais alguma lágrima sanguínea brotar
Novamente,
Até que todos os olhos se sequem e que todas as mentes sejam
Completamente
Apagadas.




É com satisfação e um pouco de timidez que posto meu primeiro poema no blog, espero que gostem e entendam.

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